Kuala Lumpur, capital da Malasia
Trip Start
Dec 20, 2005
1
36
49
Trip End
Feb 08, 2006
KUALA LUMPUR, CAMPITAL DA MALASIA
Decidi vir a Kuala Lumpur em razao da proximidade da cidade na qual estava, Phuket, na Tailandia.
Mas a razao turistica dessa visita repousa na curiosidade que sentia em conhecer as imensas Petronas Towers, os edificios mais altos do mundo, com 452 metros de altura, bem no centro da cidade.
Visitei as torres ontem e hoje, admirando e fotografando sua arquitetura espetacular.
O guia de viagens da Lonely Planet traz a seguinte consideracao a respeito dos mega-edificios: "Ao custo de 1.9 bilhoes de dolares, as Petronas Towers seriam o lugar preferido para algum extra-terrestre que resolvesse morar no planeta Terra, tamanho e' o carater futurista desse conjunto de torres".
Realmente, o projeto arquitetonico e' impresionante e futurista. `A noite, as torres iluminadas parecem extraidas da cidade imaginaria de Gotham City, cenario das aventuras de Batman, ou de algum edificio monumental da serie Star Wars.
Hoje, fui ate' a ponte que liga as duas torres, no quadragesimo-segundo andar, altura maxima permitida aos visitantes, para uma breve visita de dez minutos agendados previamente. A visao da cidade, em volta, nao impressiona tanto quanto Bangkok, mas as torres, sozinhas, ja' valem a visita para quem esta' proximo.
Na saida, fiquei sabendo que as Petronas foram superadas em altura por outro predio, construido recentemente na cidade chinesa de Taipei, chamado de Taipei 101, com alguns metros a mais que as torres de Kuala Lumpur. Soube tambem que a China detem 7 dos 10 edificios mais altos do mundo. E' o grande dragao avancando novamente.
Kuala Lumpur impressiona pela diversidade: e' um pais muculmano, onde se pode ver, em todo lugar, desde os guiches de aeroporto ate as ruas, as mulheres trajando os detestaveis veus, icones da tradicao islamica.
Embora eu adote o principio da tolerancia aos costumes locais, nao consigo deixar de sentir aversao por esse costume imposto as mulheres, de trajar veus e ocultar qualquer fio de cabelo. Esse habito so' resulta na descaracterizacao completa das figuras femininas, reduzidas a caricaturas ambulantes, forcadas a trajar-se segundo padroes medievais.
A cultura muculmana ja' se faz sentir quando se embarca no voo da Malaysia Airlines: logo na entrada, estao livretos de oracoes para os muculmanos. Pedi licenca e peguei um deles, no qual pude ler uma oracao ingenua, na qual se implora a graca de Alah por uma boa decolagem e aterrissagem. Melhor assim, rezando pela paz no voo, do que arremessando avioes contra alvos capitalistas civis.
A Malasia impressiona pelo desenvolvimento tecnologico. Ja' e' lider mundial na fabricacao de semicondutores e fabrica toda sorte de produtos eletronicos e de bens industriais.
Somando-se isso a uma reserva imensa de petroleo (compartilhada com o pequeno pais de Brunei Darussalam, na mesma ilha de Borneu) tem-se um pais que espera atingir o patamar de "Pais Desenvolvido" no ano de 2020. Nesse cenario, os chineses dominam a economia do pais e os malaios muculmanos dominam o cenario politico.
As ruas da capital ganharam nomes em homenagem aos sultoes que governaram o pais, desde seculos atras. As cedulas tambem tem efigies que parecem saidas de paises do oriente medio.
Varios predios seguem padroes islamicos de arquitetura, inclusive o corte transversal das Petronas Towers.
Esteticamente, entendo que o sudeste asiatico nao combina com os rigidos padroes islamicos, tao restritivos da beleza natural desta regiao. Mas o Islam espalhou-se a seculos por esta regiao e hoje domina tambem a Indonesia e diversos outros paises deste canto do mundo.
Ingressar no pais pelo aeroporto de Kuala Lumpur ja' significa receber boas-vindas islamicas: nao sao permitidos canivetes sequer na bagagem despachada, nem material que possa ser considerado pornografico. Traficantes de drogas invariavelmente sao condenados `a morte.
O desenvolvimento economico da Malasia ameniza todas as restricoes religiosas, mas apaga um pouco da beleza local.
O balanco de tudo isso e' um pais que, apesar das excentricidades, merece ser visitado, por sua riqueza, seus predios, e pelas peculiaridades dosadas de seu povo.
No conjunto, foi uma boa decisao ter vindo `a Malasia.
Kuala Lumpur, 22 de janeiro de 2006
Julio Cesar
Decidi vir a Kuala Lumpur em razao da proximidade da cidade na qual estava, Phuket, na Tailandia.
Mas a razao turistica dessa visita repousa na curiosidade que sentia em conhecer as imensas Petronas Towers, os edificios mais altos do mundo, com 452 metros de altura, bem no centro da cidade.
Visitei as torres ontem e hoje, admirando e fotografando sua arquitetura espetacular.
O guia de viagens da Lonely Planet traz a seguinte consideracao a respeito dos mega-edificios: "Ao custo de 1.9 bilhoes de dolares, as Petronas Towers seriam o lugar preferido para algum extra-terrestre que resolvesse morar no planeta Terra, tamanho e' o carater futurista desse conjunto de torres".
Realmente, o projeto arquitetonico e' impresionante e futurista. `A noite, as torres iluminadas parecem extraidas da cidade imaginaria de Gotham City, cenario das aventuras de Batman, ou de algum edificio monumental da serie Star Wars.
Hoje, fui ate' a ponte que liga as duas torres, no quadragesimo-segundo andar, altura maxima permitida aos visitantes, para uma breve visita de dez minutos agendados previamente. A visao da cidade, em volta, nao impressiona tanto quanto Bangkok, mas as torres, sozinhas, ja' valem a visita para quem esta' proximo.
Na saida, fiquei sabendo que as Petronas foram superadas em altura por outro predio, construido recentemente na cidade chinesa de Taipei, chamado de Taipei 101, com alguns metros a mais que as torres de Kuala Lumpur. Soube tambem que a China detem 7 dos 10 edificios mais altos do mundo. E' o grande dragao avancando novamente.
Kuala Lumpur impressiona pela diversidade: e' um pais muculmano, onde se pode ver, em todo lugar, desde os guiches de aeroporto ate as ruas, as mulheres trajando os detestaveis veus, icones da tradicao islamica.
Embora eu adote o principio da tolerancia aos costumes locais, nao consigo deixar de sentir aversao por esse costume imposto as mulheres, de trajar veus e ocultar qualquer fio de cabelo. Esse habito so' resulta na descaracterizacao completa das figuras femininas, reduzidas a caricaturas ambulantes, forcadas a trajar-se segundo padroes medievais.
A cultura muculmana ja' se faz sentir quando se embarca no voo da Malaysia Airlines: logo na entrada, estao livretos de oracoes para os muculmanos. Pedi licenca e peguei um deles, no qual pude ler uma oracao ingenua, na qual se implora a graca de Alah por uma boa decolagem e aterrissagem. Melhor assim, rezando pela paz no voo, do que arremessando avioes contra alvos capitalistas civis.
A Malasia impressiona pelo desenvolvimento tecnologico. Ja' e' lider mundial na fabricacao de semicondutores e fabrica toda sorte de produtos eletronicos e de bens industriais.
Somando-se isso a uma reserva imensa de petroleo (compartilhada com o pequeno pais de Brunei Darussalam, na mesma ilha de Borneu) tem-se um pais que espera atingir o patamar de "Pais Desenvolvido" no ano de 2020. Nesse cenario, os chineses dominam a economia do pais e os malaios muculmanos dominam o cenario politico.
As ruas da capital ganharam nomes em homenagem aos sultoes que governaram o pais, desde seculos atras. As cedulas tambem tem efigies que parecem saidas de paises do oriente medio.
Varios predios seguem padroes islamicos de arquitetura, inclusive o corte transversal das Petronas Towers.
Esteticamente, entendo que o sudeste asiatico nao combina com os rigidos padroes islamicos, tao restritivos da beleza natural desta regiao. Mas o Islam espalhou-se a seculos por esta regiao e hoje domina tambem a Indonesia e diversos outros paises deste canto do mundo.
Ingressar no pais pelo aeroporto de Kuala Lumpur ja' significa receber boas-vindas islamicas: nao sao permitidos canivetes sequer na bagagem despachada, nem material que possa ser considerado pornografico. Traficantes de drogas invariavelmente sao condenados `a morte.
O desenvolvimento economico da Malasia ameniza todas as restricoes religiosas, mas apaga um pouco da beleza local.
O balanco de tudo isso e' um pais que, apesar das excentricidades, merece ser visitado, por sua riqueza, seus predios, e pelas peculiaridades dosadas de seu povo.
No conjunto, foi uma boa decisao ter vindo `a Malasia.
Kuala Lumpur, 22 de janeiro de 2006
Julio Cesar

