Calama a Iquique - quase sem gasolina - km 3800
Trip Start
Dec 29, 2007
1
13
54
Trip End
Ongoing
Quase sem gasolina no Atacama.
Em Calama mais o que eu chamao de intuicao teve um papel importante. Ao chegar a cidade , estranhei a falta de uma gasolinera na entrada. Rodei um pouco até encontrar um motoqueiro local que me levou até um posto.
Nao havia banheiro no posto e fui em direcao a saída da cidade. Dei de cara com dois posto, um Esso e um Shell. Ao invés de seguir viagem como faria normalmente parei no Esso.
Ao sair da loja de conveniencias, vi um grupo de mais ou menos 6 motoqueiros abastecendo. Eram de Sao Paulo, estavam vindo de Iquique num grupo de apoio. Conversamos, sim , eu estava sozinho, meio loucura, etc. Algo que sempre faco eh tentar adivinhar algo sobre um grupo. Falei rapidamente com um deles que ia no carro de apoio que me pareceu medico , pela jeito que pontificava sobre as coisas
O mais importante foi o que me disseram sobre a falta de gasolineras no caminho , e que tambem a estrada litoranea estava interrompida pelo desmoronamento que bloqueava o tunel da estrada, causado pelo já notorio terremoto . Eu soubera deste terremoto por acaso em SPA ao ler um anuncio no balcao do hotel. Mas o mais importante era a gasolina e isso ainda estava por ser um problema importante.
Apos guiar por uns 100km, havia uma tri-furcacao (existe este termo ?) : a esquerda ia-se a Antofagasta, cidade litoranea relativamente grande , em frente a Tocopilla , que segundo o grupo nao era interessante, e aa direita ia-se a Iquique . Para meu arrependimento mais tarde tomei a ultima.
Nao usar a intuicao eh algo que veno evitando o maximo possivel. Geralmente apos uma decisao mal consultada com ela , vem o arrependimento. Quando a sigo, ela traz coisas inesperadas, varias vezes por caminhos tortos.
Este e meu primeiro contato com o Atacama e o problema da falta de gasolina. Até SPA o trajeto era relativamente conhecido enquanto aqui nao tenho ideia de onde vou encontrar gasolina.
Ao escolher ir a Iquique, me informei numa barraca com um chileno e duas criancas. Ele me diz que o proximo ponto de gasolina eh em Victoria, a 210 km e me pergunta se ´me alcanca´ a nafta. Digo que sim, meio sem ter certeza.
Alguns quilometros mais adiante paro e descarrego os quatro litros do tanque auxiliar que havia colocado no posto em Calama. Faco isso porque caso haja uma pane no motor ao desligar'lo isso vai ocorrer mais perto do posto.
E existe a alfandega. Alguns kilometros depois de Victoria, existe uma fila junto a um posto para declarar os bens e veículos. Fico sabendo que ao norte fica uma zona franca , ou seja , uma especie de Manaus. Fico esperando meia hora na fila, até que sou liberado. Nao existe a preocupacao que havia na Argentina, e tudo vai bem.
Sigo por uma viagem dificil. Ja estou um pouco cansado, mas quando vejo o posto de servico e uma alegria indescritiviel. Até entao na havia sentido medo de ficar sem gasolina no deserto mais seco do mundo . Passam caminhoes , cerca de 1 a cada 4 ou 5 minutos. Mas é algo do qual eu nao gostaria de depender.
Chego a Iquique . Acho estranho na chegada pois ainda sinto frio e sinto que a altitude e ainda grande. Até que vejo a cidade, espantado. A cidade fica numa faixa de um par de quilometros entre a praia e uma falésia. É espantoso descer num espaco tao curto uma altitude tao grande e há um ponto de salto de parapente.
Outra coisa importante que o grupo de Calama me havia recomendado era o Hotel. Fico no hotel Cavanhca, bom para o que pago (76 USD), de frente para o mar. A recepcionista-gerente me parece um pouco seca e rude , mas vou percebendo que e mais um traco cultural da regiao do que algo propriamente pessoal.
Em Calama mais o que eu chamao de intuicao teve um papel importante. Ao chegar a cidade , estranhei a falta de uma gasolinera na entrada. Rodei um pouco até encontrar um motoqueiro local que me levou até um posto.
Nao havia banheiro no posto e fui em direcao a saída da cidade. Dei de cara com dois posto, um Esso e um Shell. Ao invés de seguir viagem como faria normalmente parei no Esso.
Ao sair da loja de conveniencias, vi um grupo de mais ou menos 6 motoqueiros abastecendo. Eram de Sao Paulo, estavam vindo de Iquique num grupo de apoio. Conversamos, sim , eu estava sozinho, meio loucura, etc. Algo que sempre faco eh tentar adivinhar algo sobre um grupo. Falei rapidamente com um deles que ia no carro de apoio que me pareceu medico , pela jeito que pontificava sobre as coisas
Aduana em direcao a Iquique
. Pela minha experiencia, medicos, pilotos de aviao e traders tem esta caracteristica : estas pessoas lidam com vidas e dinheiro (o que pode ser o mesmo aas vezes) e desenvolvem uma arrogancia necessaria ao exercicio da profissao . Perguntei ao grupo se eram medicos, Nada, eram de profissoes distintas. O viajante com quem eu falara era piloto de aivao aposentado. Bingo. Faco também amizade com um Engenheiro do grupo , que cursou também a Escola Politécnica e também producao. O mais importante foi o que me disseram sobre a falta de gasolineras no caminho , e que tambem a estrada litoranea estava interrompida pelo desmoronamento que bloqueava o tunel da estrada, causado pelo já notorio terremoto . Eu soubera deste terremoto por acaso em SPA ao ler um anuncio no balcao do hotel. Mas o mais importante era a gasolina e isso ainda estava por ser um problema importante.
Apos guiar por uns 100km, havia uma tri-furcacao (existe este termo ?) : a esquerda ia-se a Antofagasta, cidade litoranea relativamente grande , em frente a Tocopilla , que segundo o grupo nao era interessante, e aa direita ia-se a Iquique . Para meu arrependimento mais tarde tomei a ultima.
Nao usar a intuicao eh algo que veno evitando o maximo possivel. Geralmente apos uma decisao mal consultada com ela , vem o arrependimento. Quando a sigo, ela traz coisas inesperadas, varias vezes por caminhos tortos.
Este e meu primeiro contato com o Atacama e o problema da falta de gasolina. Até SPA o trajeto era relativamente conhecido enquanto aqui nao tenho ideia de onde vou encontrar gasolina.
Ao escolher ir a Iquique, me informei numa barraca com um chileno e duas criancas. Ele me diz que o proximo ponto de gasolina eh em Victoria, a 210 km e me pergunta se ´me alcanca´ a nafta. Digo que sim, meio sem ter certeza.
Alguns quilometros mais adiante paro e descarrego os quatro litros do tanque auxiliar que havia colocado no posto em Calama. Faco isso porque caso haja uma pane no motor ao desligar'lo isso vai ocorrer mais perto do posto.
E existe a alfandega. Alguns kilometros depois de Victoria, existe uma fila junto a um posto para declarar os bens e veículos. Fico sabendo que ao norte fica uma zona franca , ou seja , uma especie de Manaus. Fico esperando meia hora na fila, até que sou liberado. Nao existe a preocupacao que havia na Argentina, e tudo vai bem.
Sigo por uma viagem dificil. Ja estou um pouco cansado, mas quando vejo o posto de servico e uma alegria indescritiviel. Até entao na havia sentido medo de ficar sem gasolina no deserto mais seco do mundo . Passam caminhoes , cerca de 1 a cada 4 ou 5 minutos. Mas é algo do qual eu nao gostaria de depender.
Chego a Iquique . Acho estranho na chegada pois ainda sinto frio e sinto que a altitude e ainda grande. Até que vejo a cidade, espantado. A cidade fica numa faixa de um par de quilometros entre a praia e uma falésia. É espantoso descer num espaco tao curto uma altitude tao grande e há um ponto de salto de parapente.
Outra coisa importante que o grupo de Calama me havia recomendado era o Hotel. Fico no hotel Cavanhca, bom para o que pago (76 USD), de frente para o mar. A recepcionista-gerente me parece um pouco seca e rude , mas vou percebendo que e mais um traco cultural da regiao do que algo propriamente pessoal.


Comments
Oi Carollo!!!
Que loucura de viagem!! So vc mesmo para ter coragem de ir sozinho , de moto para o deserto de Atcama!
Fico feliz pois vc parece estar curtindo muuuito.
Se cuida!
Beijos,
Joyce
Fala Carollo, que tesão mermão!!!
Pôrra cara, muito maneiro.
Fiquei meio com medo quando li a parte do deserto, mas achei a viagem um tesão, parabéns...
Isso é certamente algo que vc não vai esquecer tão cedo...
Abraço!
J Monteiro