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<title>rechmachado&#x27;s TravelStream&#x2122; &#x2014; Recent TravelPod.com entries</title>
<description>TravelStream&#x2122; news feed for member rechmachado on TravelPod&#x27;s free travel blogs service</description>
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<copyright>Copyright &#xA9;2009 TravelPod.com</copyright>
<pubDate>Fri, 10 Feb 2006 09:05:03 -0500</pubDate>
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    <title>51&#xBA; dia: Volta ao Mundo Conclu&#xED;da &#x2014; Brasilia, Brazil</title>
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    <pubDate>Fri, 10 Feb 2006 09:05:03 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
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        <b>Brasilia, Brazil</b><br /><br />Retornei ao Brasil, no 51&#xBA; dia de viagem. <br><br>Completei uma das muitas Voltas ao Mundo poss&#xED;veis, e ao alcance de todo aquele que tenha verdadeiro interesse em abra&#xE7;ar o planeta Terra, planejando e priorizando esse projeto, e abrindo m&#xE3;o de outros confortos.<br><br>O &#xFA;nico objetivo dessa viagem era ver o planeta, de canto a canto, num trajeto planejado com cuidado, dentre tantos outros poss&#xED;veis.<br><br>N&#xE3;o havia compromissos, sen&#xE3;o o de bem utilizar o escasso tempo dispendido em cada pa&#xED;s visitado, e de assimilar li&#xE7;&#xF5;es a partir dos contrastes vivenciados.<br><br>O objetivo maior, era alcan&#xE7;ar uma esp&#xE9;cie de divers&#xE3;o madura, somando a cultura que adquirimos desde os livros de escola, ao prazer de estar nos lugares dos quais sempre ouvimos falar.<br><br>N&#xE3;o havia obriga&#xE7;&#xE3;o, sen&#xE3;o com a volta, com o retorno ao lar - esse era um objetivo almejado a todo instante. <br><br>Dia a dia, eu contabilizava o tempo que ainda me separava de casa, e me alegrava com o final da miss&#xE3;o, por mais enriquecedores que fossem os dias de explora&#xE7;&#xE3;o dos continentes estrangeiros.<br><br>Chego ao lar com alegria. A dist&#xE2;ncia renovou meu entusiasmo com tudo que aqui tenho e que continuo a construir, um dia ap&#xF3;s o outro. Concluo, sem sombra de d&#xFA;vida, que a viagem continua.<br><br><I>(&#xC0; Izaura, a quem posso, agora, entregar meus abra&#xE7;os de saudades, dedico todas as palavras que usei para descrever a execu&#xE7;&#xE3;o desse projeto. <br><br>Na pr&#xF3;xima, iremos juntos).</I><br><br><B>Brasil, 8 de fevereiro de 2005<br>J&#xFA;lio C&#xE9;sar Machado</B><br><br>-------------------------------------------------------------------------------------<br><br>Toronto <br><br>Nesta cidade acolhedora termino esta aventura.<br><br><br><br>Foram oito paises, numa sucessao vertiginosa de idiomas, religioes, culinarias e gentes. A India, ja viram, nao me fez bem. Resta defesa para pessoas fracas, como eu. A miseria brasileira entristece, incomoda. Ja a India e' o permanente suicidio da alegria.<br><br><br><br><br>O Canada e' moderno, rural, elegante e discreto. Sua vastidao gelada ignora fronteiras e vai ate onde se exaure o Norte. A matriz do povo recebeu generosas contribuicoes de estrangeiros, sem prejuizo da harmonia.<br><br>Fui 'as Niagaras Falls, sob tempestade. Ficou clara a invasao de predios e outras urbanidades indevidas a essa reuniao das aguas. Quem conhece Foz do Iguacu sabe da necessidade de preservar esses jorros de alegria da natureza.<br><br>Em temperaturas mais amenas, creio que me adaptaria muito bem a esse gigante amistoso e facil.<br><br><br>Toronto, 7 de fevereiro de 2006.<br>Gerson Noronha Mota<br />
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    <title>Inverno Canadense: visitando Toronto/Niagara Falls &#x2014; Toronto, Canada</title>
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    <pubDate>Fri, 10 Feb 2006 09:01:02 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
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        </table>
        <b>Toronto, Canada</b><br /><br />Fui, sem medo, enfrentar o inverno canadense, que chega a atingir 40 graus negativos, em determinados per&#xED;odos.<br><br>Sabia que iria encontrar uma cidade bem estruturada, e confiava nas minhas roupas para montanha, projetadas para enfrentar temperaturas baix&#xED;ssimas.<br><br>Fiquei impressionado com as &#xE1;rvores congeladas em todo redor das cataratas. As got&#xED;culas que sobem das quedas d'agua aderem aos troncos, galhos e folhas, congela-se e vai formando verdadeiros "picol&#xE9;s" de &#xE1;rvores, de gramas ou de troncos. <br><br>Tudo o que fosse derramado sobre o ch&#xE3;o, congelava em pouqu&#xED;ssimo tempo, e at&#xE9; a simples tarefa de caminhar exigia cuidado, pois o gelo e&#xB4;escorregadio. <br><br>Mas logo fui informado, pelo motorista que nos levou desde Toronto at&#xE9; &#xE0; cidade de Niagara On The Lake, que esse inverno estava muito queste! A temperatura m&#xE9;dia, de "apenas" zero graus Celsius, estava 9 graus acima da previs&#xE3;o para este ano! Todavia, o vento forte baixava a sensa&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;rmica para 15 graus negativos, queimando rapidamente as m&#xE3;os que ousassem surgir desprotegidas de grossas luvas.<br><br>Mais tarde, pude ver um v&#xED;deo, no qual compreendi a magnitude dos grandes invernos canadenses: o fosso das cataratas congela, permitindo que pessoas caminhem sobre aquilo que no ver&#xE3;o &#xE9; um turbilh&#xE3;o de &#xE1;guas. <br><br>Essa atividade est&#xE1; proibida atualmente, mas o v&#xED;deo que vi no &#xF4;nibus de volta, mostrava fotos de cidad&#xE3;os canadenses caminhando sobre a garganta das cataratas, n&#xF3; come&#xE7;o do s&#xE9;culo passado. <br><br>Essa divers&#xE3;o foi proibida desde que diversas fatalidades, como o deslocamento s&#xFA;bito e imprevis&#xED;vel das placas de gelo, levaram diversas pessoas a navegar para a morte nas corredeiras que se seguem &#xE0;s quedas de Niagara.<br><br>As Cataratas de Niagara impressionam, pela simetria (em forma de ferradura), mas n&#xE3;o superam a grandeza das Cataratas do Igua&#xE7;u. Isso sem qualquer sombra de bairrismo. An&#xE1;lise isenta e imparcial.<br><br>Toronto, por sua vez, &#xE9; uma cidade impressionante pela arquitetura moderna, rica e planejada.<br>Talvez a maior mostra do poder de planejamento e organiza&#xE7;&#xE3;o da cidade de Toronto estejam na incr&#xED;vel "Cidade Subterr&#xE2;nea": debaixo da terra, os canadenses constru&#xED;ram uma rede de lojas, passagens e conex&#xF5;es, com 27 quil&#xF4;metros de extens&#xE3;o, conectando pr&#xE9;dios, esta&#xE7;&#xF5;es de metr&#xF4;, Lojas e Shopping Centers de superf&#xED;cie.<br><br>Dessa forma, no inverno mais rigoroso, o cidad&#xE3;o de Toronto pode descer de seu pr&#xE9;dio diretamente a essa cidade subterr&#xE2;nea, e caminhar at&#xE9; o outro pr&#xE9;dio, shopping ou estabelecimento desejado, sem sair &#xE0; superf&#xED;cie! <br><br>Alternativamente, pode ir at&#xE9; uma esta&#xE7;&#xE3;o de metr&#xF4;, caminhando por verdadeiras lojas de luxo subterr&#xE2;neas, com toda esp&#xE9;cie de bens e servi&#xE7;os sendo comercializados, em 1200 lojas, que empregam diretamente 5.000 pessoas nas atividades de vendas ao consumidor.<br><br>E n&#xE3;o se tratam de t&#xFA;neis escuros ou mal iluminados, como poder&#xED;amos pensar: s&#xE3;o shoppings sob a terra, com toda a &#xE1;rea, ilumina&#xE7;&#xE3;o e conforto dos mais modernos Malls que se conhecem.<br><br>Em alguns pontos, a decora&#xE7;&#xE3;o tem o requinte de exibir um bando de gansos de bronze, em revoada organizada e permanente sobre os andares de baixo.<br><br>Enfim, a cidade de Toronto impressiona tanto, que nenhum inverno retira o prazer de conhec&#xEA;-la.<br><br><B>J&#xFA;lio C&#xE9;sar Machado<br>Toronto e Niagara Falls, 6 de fevereiro de 2006</B><br />
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</item><item>
    <title>Mar Sem Fim &#x2014; Toronto, Canada</title>
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    <pubDate>Fri, 10 Feb 2006 08:58:29 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
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        <b>Toronto, Canada</b><br /><br /><B>MAR SEM FIM</B><br><br>Nesta tarde, dei adeus ao Jap&#xE3;o, prometendo voltar. <br><br>At&#xE9; o Canad&#xE1;, ser&#xE3;o 12 horas de v&#xF4;o cont&#xED;nuo, sobre &#xE1;guas, &#xE1;guas e &#xE1;guas, do intermin&#xE1;vel oceano pac&#xED;fico.<br><br>Foi lendo o livro do maior navegador brasileiro - Amyr Klink - que eu descobri uma estrofe do poeta portugu&#xEA;s Fernando Pessoa:<br><br><I>"E ao imenso e poss&#xED;vel oceano <br>Ensinam estas Quinas, que aqui v&#xEA;s, <br>Que o mar <B>com</B> fim ser&#xE1; grego ou romano: <br>O mar <B>sem</B> fim &#xE9; portugu&#xEA;s."</I><br><br>O poeta lusitano distingue, com eleg&#xE2;ncia, o Mar Mediterr&#xE2;neo (<I>mar com fim</I>) - com suas dimens&#xF5;es alcan&#xE7;&#xE1;veis desde os tempos da Gr&#xE9;cia antiga - dos grandes oceanos Atl&#xE2;ntico e Pac&#xED;fico (<I>mar sem fim</I>), inalcan&#xE7;&#xE1;veis por tantas eras, at&#xE9; o in&#xED;cio das grandes navega&#xE7;&#xF5;es portuguesas.<br><br>Para meu privil&#xE9;gio, supero em poucas horas, o <I>Mar Sem Fim</I>, e a epop&#xE9;ia dos grandes navegadores, e chegarei ao Canad&#xE1; em pouco mais de uma dezena de horas, sem mover um m&#xFA;sculo.<br><br>Viva o mundo moderno!<br><br><B>J&#xFA;lio C&#xE9;sar Machado<br><br>4 de janeiro de 2006 (a 11.000 metros sobre o Oceano Pac&#xED;fico Norte).</B><br />
    ]]></content:encoded>
</item><item>
    <title>Vergonha &#x2014; Tokyo, Japan</title>
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    <pubDate>Thu, 09 Feb 2006 16:50:28 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
        <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="10" align="right" width="250">
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        <b>Tokyo, Japan</b><br /><br /><B>VERGONHA</B><br><br>N&#xE3;o tenho vergonha de pequenas "gafes", inevit&#xE1;veis quando se visita um pa&#xED;s estrangeiro, com cultura distinta. Como, por exemplo, na primeira vez que eu entrei em um restaurante em T&#xF3;quio, fui recebido por uma gar&#xE7;onete que recitou uma longa seq&#xFC;&#xEA;ncia de frases em japon&#xEA;s, r&#xE1;pidas e ininterruptas. <br><br>Pensando que se tratava de um question&#xE1;rio verbal, interpeleia-a em ingl&#xEA;s, tentando entender as frases enunciadas. Ao final, compreendi que bastava, de minha parte, um leve sorriso e um aceno de cabeca, pois o ros&#xE1;rio de palavras consistia, simplesmente, em boas vindas e cumprimentos, gentis e reiterados.<br><br>Mas ha' situac&#xF5;es de vergonha real, nas quais a &#xFA;nica solu&#xE7;&#xE3;o e' tentar extrair uma licao positiva, fazendo a celebre limonada a partir do limao azedo.<br><br>O confronto cultural ocorreu enquanto eu fazia pequenas compras no bairro de Akihabara, na regiao central de Toquio.<br><br>Entrei na primeira loja escolhida, repleta de pequenos produtos eletronicos, dispostos em prateleiras abertas.<br><br>Dentro da loja, percebi que os vendedores alternavam-se a entoar algo que parecia um anuncio, em japones, que me acompanhava pelos cantos aonde eu fosse.<br><br>Pensei, comigo: Sera' um anuncio de que "tem brasileiro na loja", e que todos devem agucar os olhos contra furtos? Tinha ouvido essa historia no Brasil.<br><br>No dia seguinte, conclui' que eu estava errado, pois varias lojas adotam um sistema de hinos de motiva&#xE7;&#xE3;o, entoado pelos funcionarios em uma especie de ritual para aumento do entusiasmo.<br><br>Mas naquela ocasiao, sai' da loja com aquela duvida, e com uma pequena sacola de compras.<br><br>Um quarteirao adiante, resolvi entrar em outra loja, dessa vez com uma sacola aberta em uma das maos.<br><br>Ja' a poucos passos da entrada, um vendedor indagou-me: "Posso ajuda-lo, senhor?"<br><br>Instintivamente, mostrei-lhe a sacola que eu carregava, perguntando-lhe, por seguranca: "Posso carregar esta sacola dentro da loja?"<br><br>O vendedor retrucou, imediatamente: "E' claro! Porque nao? Mas ha' algum produto especifico no qual eu possa ajuda-lo?"<br><br>Respondi que queria olhar toda a loja, e entrei, hesitante, com a sacola em uma das m&#xE3;os.<br><br>S&#xF3; ent&#xE3;o passei a pbservar que a presun&#xE7;&#xE3;o, no Jap&#xE3;o, &#xE9; de que todos s&#xE3;o honestos.<br><br>Diferente do Brasil, onde qualquer supermercado exige que sacolas sejam lacradas antes de adentrar-se o recinto!<br><br>No Brasil, a presun&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de que TODOS s&#xE3;o ladr&#xF5;es potenciais.<br><br>E esse mentalidade torta j&#xE1; foi assimilada pela popula&#xE7;&#xE3;o. Aceitamos de bom grado que nossas sacolas sejam lacradas, antes de adentrar um recinto de compras que &#xE9; mantido por nossos gastos honestos.<br><br>At&#xE9; nossos pais sexagen&#xE1;rios submetem-se ao referido "procedimento profil&#xE1;tico"!<br><br>Concordamos em submetermo-nos a essa "medida preventiva", pois achamos natural que todos sejam considerados pr&#xE9;-delinq&#xFC;entes, em um pa&#xED;s que convive com a delinq&#xFC;&#xEA;ncia em todos os &#xE2;mbitos, e aceita-a.<br><br>Tente impor uma medida dessa esp&#xE9;cie em T&#xF3;quio, e o cidad&#xE3;o japon&#xEA;s identificar&#xE1;, de imediato, o equ&#xED;voco e a afronta em tentar impor-se-lhe, ainda que em tese, a pecha de ladr&#xE3;o.<br><br>Seria uma ofensa &#xE0; honra e ao amor-pr&#xF3;prio, valores que o brasileiro relativizou e concordou em reduzir, sem sequer aperceber-se disso.<br><br>Caminhei de volta ao metr&#xF4;, e as reflex&#xF5;es n&#xE3;o abandonavam minha mente.<br><br>Recordei-me, ent&#xE3;o, de uma afirma&#xE7;&#xE3;o categ&#xF3;rica que ouvi, certa vez, de um colega de curso de ingl&#xEA;s, que afirmava que "todos t&#xEA;m seu pre&#xE7;o", defendendo, em mero exerc&#xED;cio ret&#xF3;rico-filos&#xF3;fico, que qualquer cidad&#xE3;o &#xE9; corromp&#xED;vel, desde que a paga seja adequada.<br><br>Discordei, e mantive minha discord&#xE2;ncia, embora em sil&#xEA;ncio. N&#xE3;o adiantaria contra-argumentar, pois tal opini&#xE3;o aberrante assume tons de verdade no imagin&#xE1;rio brasileiro.<br><br>Nesse aspecto, h&#xE1; muito despimo-nos de nossa honra. Aceitamos, com naturalidade, ser tratados unanimemente como ladr&#xF5;es e corruptos em potencial.<br><br>Foi intensa a vergonha que senti por enxergar os erros da minha cultura nativa, confrontados contra um cen&#xE1;rio no qual afirmar-se honrado n&#xE3;o e&#xB4;motivo de chacota.<br><br>Em breve, retornarei ao meu pa&#xED;s, para viver uma realidade na qual a popula&#xE7;&#xE3;o esclarecida presume culpado at&#xE9; o presidente da rep&#xFA;blica, e todo o seu s&#xE9;quito. Nada fizemos nem faremos a respeito. Somos inertes e ignoramos referenciais externos.<br><br>Mas antes de retornar a esse racioc&#xED;nio insano, recordarei, daqui de onde presume-se que todos t&#xEA;m &#xE9;tica, sem medo de soar rid&#xED;culo, que sou honesto e respeito o pr&#xF3;ximo.<br><br>Se afirmasse isso no Brasil, longe do &#xE2;mbito religioso, soaria como simples discurso vazio ou demagogia.<br><br>Com essas linhas, espero exorcizar a vergonha que senti ao descobrir o quanto &#xE9; aviltada a auto-imagem que o brasileiro tem de si, e de perceber que assimilamos essa reduzida auto-estima c&#xED;vica, e a levamos conosco nas visitas a sociedades verdadeiramente desenvolvidas.<br><br><B>T&#xF3;quio, 4 de fevereiro de 2006<br><br>J&#xFA;lio C&#xE9;sar Machado</B><br />
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</item><item>
    <title>Visitando o Fuji-San a bordo do Shinkansen &#x2014; Toquio, Japan</title>
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    <pubDate>Fri, 03 Feb 2006 06:29:36 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
        <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="10" align="right" width="250">
            <tr><td valign="top" align="center">
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        <b>Toquio, Japan</b><br /><br />Minha visita turistica ao Japao caminhou bem neste penultimo dia.<br><br>Felizmente o clima ajudou, e pude visitar o Monte Fuji, na tarde de hoje. <br><br>Tomei um onibus, a partir de Toquio, visitei o Fuji-San (Monte Fuji), e retornei a Toquio no final da tarde, a bordo de um dos fabulosos trens-bala japoneses, conhecidos como <I>Shinkansen</I>.<br><br>O Monte Fuji e' a montanha mais alta do Japao. Fica localizado entre os municipios de Shizuoka e Yamanashi, a oeste de Toquio, de onde pode ser visto, nos raros dias de excepcional visibilidade.<br><br>O <I>Fuji-San</I> (Monte Fuji) e' um simbolo do Japao, em razao de suas dimensoes e da grande simetria. Para o xintoismo, religiao tradicional do Japao, o Monte e' sagrado. Cerca de 200.000 pessoas sobem o Fuji todos os anos (no verao), sendo apenas 30% estrangeiros.<br><br>Trata-se, na realidade, de um vulcao ativo, embora com baixo risco de erupcao. A ultima ocorreu em 1707, durante o periodo Edo.<br><br>Pude ver o Fuji-San de diversos angulos, quando as nuvens permitiam. Escala-lo, nem pensar, pois embora permitido, representa serio risco de vida no inverno, devido as avalanches.<br><br>O Monte sagrado destaca-se, imponente, na paisagem em volta, enriquecendo a visao das cidades, fabricas, estradas e arrozais ao redor.<br><br>O retorno a Toquio, de trem-bala, proporcionou-me a possibilidade de comparar a sensacao de andar de Shinkansen com a sensacao ja' conhecida dos trens rapidos da Europa, como o TGV frances. Sem duvida, a sensacao de velocidade do Shinkansen e' maior, seja para quem viaja dentro, seja para quem admira, boquiaberto, os bolidos atravessando as estacoes, sem reduzir a velocidade, com um estrondo de aviao. Sao maquinas fabulosas.<br><br>Parto feliz para o ultimo dia de permanencia no Japao. O que eu puder conhecer mais, sera' simples lucro.<br><br><B>Julio Cesar<br><br>Toquio, 3 de janeiro de 2006</B><br />
    ]]></content:encoded>
</item><item>
    <title>Beijing (Pequim): Capital do Grande Drag&#xE3;o Chin&#xEA;s &#x2014; Beijing, China</title>
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    <pubDate>Thu, 02 Feb 2006 02:56:40 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
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        <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="10" align="right" width="250">
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        <b>Beijing, China</b><br /><br /><b><u>Beijing (Pequim): Capital do Grande Drag&#xE3;o Chin&#xEA;s</u></b><br><br>Cheguei a Pequim (o nome correto seria Beijing, mas utilizarei o nome que ainda permanece na lembranca dos brasileiros) no final da tarde do dia 24, ou seja, dois dias atras.<br><br>Ainda antes de pousar, pude ver que o frio apossava-se da regiao, pois os campos estavam gelados e todo lago ou curso d'agua estava em forma de gelo puro.<br><br>Na chegada, o aeroporto nao impressionava muito, apesar de eficiente e grande, mas nao tao imenso quanto aeroportos mais movimentados na Asia, como o de Bangkok.<br><br>Mas bastou tomar o taxi rumo ao hotel Holliday Inn, no centro da cidade, para admirar o gigantismo de Pequim, com estradas largas repletas de veiculos novos, a naioria deles dos modelos Passat e Audi A6 alemaes. Essa e' a nova China, realmente impressionante em sua pujanca economica!<br><br>Visitar Pequim hoje traz um desafio cultural dificil de encontrar em outros locais: os turistas estrangeiros sao minoria escassa, e os chineses predominam e monopolizam a paisagem, qualquer a direcao para a qual se olhe. O ingles ainda e' lingua desconhecida, e o desafio de comunicar-se traz uma pitada de desafio a essa visita.<br><br>Diferente de Hong Kong, Shangai ou Taiwan, ja' ocidentalizadas desde seculos atras. Foi por isso que escolhi centrar minha visita em Pequim. <br><br>A china moderna esta' `a mostra: avenidas, carros aos milhoes, pessoas com telefones celulares, e toda especie de conforto (exceto Internet, que muito raramente se encontra, e a precos exorbitantes), exigencia desse novo pais capitalista, que auto-intitula-se de "socialismo de mercado".<br><br>Mas a China antiga tambem esta' presente, e basta escolher uma estacao de metro (Beijing Subway) para alcancar o Mausoleo do Camarada Mao Tse Tung, com sua foto imponente colocada `a frente da Cidade Proibida, reduto do poder imperial derrubado pela Revolucao Comunista da decada de 40.<br><br>Alias, as boas-vindas do camarada Mao sao concedidas logo na chegada, pois TODAS as cedulas da moeda local (o Yuan) tem a efigie do "grande timoneiro" (Mao Tse Tung), alternando-se apenas a cor e o tamanho de cada nota.<br><br>O governo chines ainda apregoa o culto `a Revolucao Cultural, e toma Mao Tse como exemplo. Nao resisti a toda essa situacao exotica, e comprei relogios, broches, correntinhas e livros do Camarada Mao, vendidas dentro de predios oficiais, a precos baixos. Quis guardar uma prova material desse surrealismo anacronico!<br><br>Mas isso nao me faz esquecer a historia verdadeira, na qual o lider revolucionario chines e' desmascarado como exterminador de dezenas de milhoes de pessoas. <br><br>Realmente, a China e' grande em tudo, desde os imensos monumentos ate' os numeros absurdos das atrocidades cometidas pelos seus governantes no passado. Hoje em dia, a situacao ainda nao esta' completamente sanada, pois cerca de dez mil pessoas sao executadas a cada ano, apos sumarias condenacoes `a pena de morte. Alguns sao bebados e prostitutas.<br><br>Mas para o amante da cultura do passado, nao ha' lugar mais grandioso. Os palacios imperiais encontram-se lado a lado, na cidadela que recebeu o nome de Cidade Proibida, pois o povo nela nao podia adentrar, somente o imperador e seu sequito, que incluia parentes, funcionarios, concubinas e milhares de eunucos.<br><br>O tamanho e a riqueza arquitetonica da cidade proibida sao inigualaveis. Superam, em tamanho e gigantismo a qualquer outro conjunto de palacios no mundo. Com seu estilo unico, completam um pacote que e' um festejo abundante para os olhos do vistante ocidental.<br><br>Pude tirar fotos `a vontade. E' uma pena que elas, mesmo em conjunto, mostrem somente uma visao infima do que se ve aqui em Pequim.<br><br><b>Julio Cesar</b><br><b>Beijing, 26 de janeiro de 2006</b><br />
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    <title>A Chuvosa Toquio &#x2014; Tokyo, Japan</title>
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    <category>Travel Blogs</category>
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    <pubDate>Wed, 01 Feb 2006 02:32:25 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
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            <tr><td valign="top" align="center">
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        <b>Tokyo, Japan</b><br /><br />Toquio recebeu-me com chuva fina e persistente, que tem aumentado em intensidade a medida que passam os dias. <br><br>No percurso desde o aeroporto de Narita, pude admirar um infindavel tapete de neve estendendo-se sobre as calcadas e sobre a vegetacao.<br><br>Mas adotei o exemplo dos japoneses, e fui as ruas, munido de um guarda-chuvas.<br><br>Lancando mao de meu arsenal de montanhismo, calcei botas, calcas e casacos de Gore-Tex impermeavel, camadas internas do isolante Polartec e desafiei o clima! Nao foi grande desafio, perto do frio que enfrentei na China, mas a chuva daqui limita nossos passos.<br><br>Com esse cenario meteorologico, adiei a visita ao Palacio Imperial e o passeio ao monte Fuji. Nao seria possivel aprecia-los devidamente.<br><br>Preferi visitar algumas das 600 super-lojas de produtos eletronicos de Akihabara, o bairro de Toquio conhecido como "cidade eletronica". <br><br>A vantagem desse programa, e que ele nao deixa de ser um passeio no cotidiano dos japoneses. Nas lojas, veem-se velhinhos escolhendo iPods e acessorios para computador, muitos adultos, alguns jovens (nenhuma crianca!).<br><br>A febre do momento no ocidente, o iPod, aqui e vendido em qualquer esquina, ou mesmo nas lojinhas de conveniencias. <br><br>Os precos sao bons, mas a limitacao da alfandega brasileira impossibilita qualquer compra maior.<br><br>A comida em Toquio e prioridade dos seus habitantes, e nao vi nenhuma quadra sem ao menos 20 restaurantes de boa qualidade. O tempero e compativel com o gosto ocidental (ao contrario da Tailandia), e cada esquina de Toquio exala saborosos aromas convidativos.<br><br>Felizmente, nao e preciso gastar muito para comer bem. Ja o transporte em taxi e os precos de hoteis sao estratosfericos. Com uma diaria de 110 dolares, alguns hoteis tem apenas banheiros compartilhados. O meu, tem um banheirinho que pode ser classificado como Claustrofobizante.<br><br>Mas estou gostando muito do cotidiano ultr-urbano de Toquio. Nao parece uma cidade turistica, pois os mapas de metro nao se importam com os ocidentais e tudo e escrito nos caracteres japoneses.<br><br>Se o clima melhorar, vou ao monte Fuji, andar de trem-bala (Shinkanssen) e ao Palacio Imperial. Senao, contineuarei admirando esse cotidiano tao diferente, quase frenetico, mas ordenado.<br><br><B>Julio Cesar<br>Toquio, 1 de favereiro de 2006</B><br />
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    <title>Censura na Internet Chinesa &#x2014; Beijing, China</title>
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    <pubDate>Sun, 29 Jan 2006 06:20:24 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
        <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="10" align="right" width="250">
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        <b>Beijing, China</b><br /><br />A Internet Chinesa e' censurada e filtrada de diversas formas.<br><br>Diversos tipos de sites sao bloqueados automaticamente, e imagino que toda a rede passe por provedores de alta hierarquia, que filtram e bloqueiam o acesso a essas paginas.<br><br>Por uma grande sorte, consigo atualizar este Blog, mas nao consigo ve-lo depois de atualizado!! Alias, nao consigo ver nenhum blog, estando aqui em Pequim. Ja' tentei diversos Cyber Cafes, e em todos o acesso aos Blogs e' bloqueado.<br><br>Existe uma politica assumida e deliberada do governo chines, no sentido de censurar o conteudo da Net, e ouvi dizer que milhares de funcionarios governamentais trabalham como "censores", vasculhando sites com informacoes contrarias a politica local e bloqueando o acesso a eles.<br><br>Outro tipo de censura velada e' a quase ausencia completa de cyber-cafes ou internet-houses em Pequim. Nos hoteis, o acesso chega a custar cem reais por hora (!!!!), e nas ruas nao se encontra esse tipo de servico.<br><br>Fiz uma pesquisa no Google, para localizar informacoes sobre a Praca Tianamen, que visito todos os dias aqui em Pequim.<br><br>Achei um site com comentarios interessantes, e que continha uma foto dos estudantes que enfrentaram, de maos limpas, os tanques de guerra na Praca em 1989 (e que depois foram massacrados, com municao debitadas `as suas familias), mas a foto estava bloqueada!!!!!!!! Os censores imbecis realmente fazem um bom trabalho aqui na China.<br><br>O que espanta e' que a China parece-se, no demais, com um pais capitalista qualquer, com grande desenvolvimento e fartos bens de consumo nas ruas. A principio, parece incoerente essa idolatria ao <I>grande timoneiro</I> Mao, e essa censura ao estilo KGB.<br><br>Mas a explicacao nao e' dificil: a China e' governada por uma classe politica que tenta perpetuar-se, e a censura e' um instrumento de permanencia no poder. A economia e' capitalista, mas o partido e os dirigentes politicos nao querem ser depostos pela populacao esclarecida.<br><br>Creio que essa situacao nao dura mais que cinco anos. Quem viu, pela televisao, em 1989, os estudantes barrarem tanques de guerra de peito aberto, nao imaginaria a China que se ve hoje em dia.<br><br>Em breve, teremos um gigante capitalista e com liberdade politica.<br><br>Ai' sim, creio que os turistas mais cautelosos invadirao este pais maravilhoso.<br><br>FELIZ ANO-NOVO CHINES (ANO DO CACHORRO) A TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!<br><br><B>Julio Cesar<br>Beijing, 28 de janeiro de 2006 (vespera do Ano do Cachorro)</B><br />
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    <title>Beijing (Pequim) Sob Bombardeio &#x2014; Beijing, China</title>
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    <pubDate>Sun, 29 Jan 2006 06:17:08 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
    <content:encoded><![CDATA[
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        <b>Beijing, China</b><br /><br />Na noite de 28 de janeiro, bombas ecoaram por todos os quarteiroes de Pequim.<br><br>Do alto da passarela para pedestres na avenida Fuxengmenm oude ver claroes intermitentes em todas as direcoes.<br><br>Estampidos, explosoes, rajadas e estrondos incessantes, repetitivos e infindaveis.<br><br>Sao 21:00 horas, e os chineses comecam a comemorar a chegada do "Ano do Cachorro".<br><br>O ano novo chines inicia-se daqui a tres horas, com o nascer do dia 29 de janeiro de 2006.<br><br>Para os chineses, a data tem forca equivalente ao nosso natal e ano novo ocidentais, somados e multiplicados por dez.<br><br>Inventores da polvora, os chineses comemoram lancando bombas, rojoes, foguetes, lanternas e girando "estrelinhas", num festival que transforma as festas juninas brasileiras em brincadeira de crianca.<br><br>A cidade toda ressoa com os estampidos infindaveis. Nao se trata de um grande espetaculo de pirotecnia concentrado, como os que acontecem em Copacabana em 31 de dezembro, ou em Washington em 4 de julho: aqui, a cidade toda comemora. Cada cidadao chines leva seu arsenal de fogos de artificio `as ruas e dispara-os, anunciando a chegada do ano novo, com esperanca de prosperidade.<br><br>Nao e' preciso ir longe para ver os festejos, ou alguns dos seus fragmentos. Na mesma esquina do hotel, adultos chineses rendem-se aos encantos das bombinhas, e disparam-nas `as centenas e milhares.<br><br>Caminhando entre os fogos, sinto a euforia de crianca, com sentimentos despertos pelo cheiro da polvora queimada, que evoca um frenesi mesclando a admiracao pelas explosoes com o medo instintivo de ser atingido.<br><br>Sabendo da tradicao chinesa, enxergo nessa data um espelho do meu otimismo: a cada ano novo renovam-se minhas esperancas e readequam-se meus planos.<br><br>Embora nao comemore com todo o entusiasmo chines, faco um balanco do ano que passou.<br><br>Felizmente, a cada ano vejo que avancei, e uso essa data ficticia para planejar os avancos que virao.<br><br>Como os chineses, almejo prosperidade e sucesso, para mim e para todos.<br><br>Esse sucesso coletivo e' possivel, a exemplo do povo chines, que dobra o tamanho de seu PIB em menos de uma decada.<br><br>Hoje e' dia de otimismo. Os outros 364 dias do ano, serao de trabalho e persistencia.<br><br><B>Feliz Ano Novo a Todos!!!!<br><br>Beijing, 28/29 de janeiro de 2006 (inicio do ano do cachorro, no calendario chines)</B><br />
    ]]></content:encoded>
</item><item>
    <title>A Desmedida China &#x2014; Beijing, China</title>
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    <pubDate>Sun, 29 Jan 2006 06:14:10 -0500</pubDate>
    <description>Volta ao Mundo em 50 Dias - Um passeio pela Europa, &#xC1;sia e Am&#xE9;rica do norte</description>
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        <b>Beijing, China</b><br /><br />A China e' desmedida. <br><br>Beijing explode em cada esquina. Tudo e' superlativo nesse pais-continente. <br><br>Suas Muralhas sao um desafio para cameras e musculos. Corcovas de um dragao que, antigo, dorme em cimos fortificados. <br><br>A Cidade Proibida, de tao vasta, nao se deixa conhecer senao em varias tentativas. Hoje a visitei pela segunda vez, sem a mesma luz favoravel. Presenciei, no zoologico, todas as preguicas do panda gigante. Para toda a tarde, ele bocejava por nos dois. <br><br>A China cresce. Depressa e demais. Um brasil fica por ai, meio que nao sei. <br><br>Os chineses trabalham. Inventam o futuro que melhor lhes quer. <br><br><B>Gerson Noronha Mota<br>Beijing, 29 de janeiro de 2006 (1o dia do Ano do Cachorro)</B><br />
    ]]></content:encoded>
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